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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Biografia não autorizada de Walter Sullivan - CAPÍTULOS VI E VII

Capítulo VI: Quando as coisas não tomam o rumo certo

Walter mudou-se para Pleasant River e iniciou seus estudos de teologia na faculdade local. Passou cerca de 3 anos estudando religiões e deuses, mitos e rituais. Porém, nunca encontrou nada que pudesse ajudá-lo a ressuscitar sua mãe como os 21 sacramentos. Desesperado e sem saber o que fazer, voltou para sua cidade natal, Ashfield.

Não tinha onde morar. Também não podia visitar sua mãe, pois o 302 estava ocupado. Passou a viver então como um marginal, dormindo nos bancos do metrô.

-Mamãe, eu faria qualquer coisa para tê-la comigo agora...

Quanto tempo viveu assim, nem ele sabe. Alimentava-se mal, não conseguia arranjar todos os dias. Pessoas passavam diariamente por ele, lançando um olhar de repulsa e desprezo.

Certo dia, um grupo de jovens passou por Walter. Uma garota do grupo parou e olhou fixamente para ele.

-Vamos Cynthia, não perca tempo com esse cara!

A garota tinha cerca de 13 anos de idade, um jeito misterioso semelhante a uma cigana e um belo corpo para sua idade, não ouviu seus amigos. E dirigiu-se a Walter.

-Sabe, até que você é bonito...

Os amigos dela começam a arrastá-la, mas ela parou quando ouviu Walter gritar seu nome.

-Como sabe meu nome?
-Anh... eu o ouvi há uns 10 anos atrás...
-Olha, não sei quem é você ou como sabe meu nome. Só porque eu disse que te acho bonito não significa que o ache atraente. Suas roupas estão em frangalhos! E você não cheira nada bem...
E deu as costas a Walter.

* * *

Depois do episódio, Walter permaneceu mais algum tempo morando no metrô. A jovem nunca mais aparecera. Mas, certa vez, uma garotinha que andava de mãos dadas com a mãe, chamou a atenção de Walter. Aparentemente a garotinha também havia reparado em Sullivan.

-Eileen, não olhe assim para ele. Deixe-o em paz.
-Por que não, mamãe?

E foi em direção a ele.

-Você não está com frio? Por que está dormindo aqui?
-Filha, não fale com ele!
-Mamãe, está frio! Coitado dele!

E pegou uma boneca de sua bolsa e colocou do lado de Walter.

-Pode dormir com ela!
-Filha, vamos agora. É aniversário do seu pai.
-Tá bom. Tchau moço!

Walter olhou para aquela cena: mãe e filha andavam juntas, de mãos dadas... Pareciam tão felizes...
Lágrimas correram dos olhos de Sullivan. Ele não conseguia contê-las.

-Mamãe... eu vou te buscar... vou ter você comigo mamãe...

Walter levantou-se. Estava decidido a trazer sua mãe de volta. Nem que para isso precisasse realizar os 21 Sacramentos.

Capítulo VII: O nascimento de um assassino – A Primeira Vítima
Walter definitivamente havia enlouquecido. Sua obsessão em reviver sua mãe havia cegado sua razão. A imagem da pequena Eileen de mãos dadas com sua mãe atormentava a mente de Sullivan. Estava decidido: o Ritual dos 21 Sacramentos seria realizado a qualquer custo.

Walter fechou os olhos e respirou fundo. Aos poucos, ia recordando-se do texto exato do ritual. “REÚNA O ÓLEO BRANCO, O CÁLICE NEGRO E O SANGUE DOS 10 PECADORES.” Ora, o óleo branco e o cálice negro só poderiam estar em um lugar: em Wish House, sob a guarda de Jimmy Stone. Pegá-los seria fácil, afinal Stone via Walter como o futuro do culto.
Jimmy Stone... Quando Sullivan era mais novo, via o padre como um exemplo de homem: calmo, dedicado aos seus afazeres, fiel ao culto de Valtiel. Porém, enquanto estudava religiões em Pleasant River, descobriu que Stone não era tão nobre como sempre pensara.

Grande parte dos ritos de Valtiel só podiam ser realizados por crianças. Porém, essas crianças não podiam ser forçadas a participar da religião e, de preferência, deveriam ser parentes dos membros do culto. Entretanto, depois do grande incêndio de Silent Hill, A Ordem começou a perder muitos membros e o futuro do culto estava sendo comprometido. Sendo assim, Jimmy criou a Wish House como fachada para aliciar crianças.
Sim... Então o Diabo Vermelho fazia jus ao apelido... Ele, o líder do culto de Valtiel, desrespeitando a mais básica das regras! Isso era hipocrisia demais para Walter suportar... JIMMY SERIA A PRIMEIRA VÍTIMA! TERIA A HONRA DE DAR SUA VIDA PELA MÃE-SAGRADA!

* * *

Decidido, Walter voltou para Wish House. Mesmo depois de tantos anos, foi bem-recebido por Stone.

-Eu tinha certeza de que você voltaria. Seu lugar é aqui, como parte da Ordem.
-Falei quando fui embora, voltaríamos a nos ver, padre.

O padre não perguntou o porquê das roupas esfarrapas de Walter. Este, tampouco, deu explicações. Foi ao seu antigo quarto, tomou banho e trocou os farrapos por roupas limpas. Depois, foi ter com Jimmy. Sua sala ficava no primeiro andar do orfanato.

-Padre, decidi que quero cumprir minha parte com a Ordem. Vou cumprir os 21 Sacramentos.
-Esplêndido, Walter! O que fez você tomar essa decisão?
-Isso não vem ao caso. Preciso do cálice negro e do óleo branco.
-Claro, claro. Também te darei uma faca cirúrgica que tenho comigo há tempos. Afinal, você terá que sacrificar o coração de 10 pecadores. Espere aqui.
-Eu agradeço a ajuda, padre.

Enquanto Jimmy estava fora, Walter aproveitou para vasculhar as gavetas a procura de uma arma. Encontrou uma antiga pistola Walther PPK. Era incrível! Logo Walter estaria finalmente com sua mãe...

Jimmy voltou á sala. Ao ver Walter segurando sua arma, o padre empalideceu.

-Wa...Walter... O que... O que pretende fa... fazer?
-Jimmy Stone... o homem santo de Valtiel. Mas na verdade não passa de uma FRAUDE!
-Eu... na-não entendo...
-Entende sim padre. Assim como todas as crianças como eu entendem que foram forçadas a fazer parte do culto, violando as leis de Valtiel!
-EU NÃO TINHA ESCOLHA! NÃO VÊ ISSO??
-Adeus padre.

Jimmy Stone correu em direção à porta. Walter hesitou por um instante; mas atirou quando a vítima estava chegando à sala de recepção. A bala atingiu-o na nuca, matando-o imediatamente.

-Hora de pagar pelos seus pecados.

Walter abriu a camisa do morto, pegou a faca e abriu-lhe o peito. Removeu o coração com frieza e precisão cirúrgica, espantando o próprio assassino. Com o coração ainda quente nas mãos, procurou algo para guardá-lo. Encontrou uma pequena mala e uma sacolinha. Pôs o coração no saco e guardou na mala, junto do óleo branco e do cálice negro.

Fechou a camisa do defunto. Antes de partir, cravou os números “01121” no peito do finado padre. E com o sangue deste, deixou algo assinado no chão: seu nome “Walter Sullivan”.

Tenha bons sonhos, se puder...

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