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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Biografia não autorizada de Walter Sullivan - CAPÍTULOS X, XI E XII

Capítulo X: Emprego Formal

Amanhecia em Ashfield. O tempo estava agradável, uma brisa leve e fresca soprava. Rick Albert estava saindo de sua casa, rumo à sua loja de esportes, no centro comercial da cidade. Estava animado como sempre. Quando estava perto de chegar ao seu destino, encontrou com um rapaz de sobretudo acinzentado, carregando uma maleta e com aparência de cansaço.

-Bom dia meu rapaz! Um belo dia, não acha?
-Sim claro, claro... Um belo dia, sim...
-Ahn... Você está bem? Parece-me cansado...
-Cansado... Não, estou sem dinheiro, só isso.
-Ora, se quiser pode vir me ajudar na loja hoje. Tenho muitas coisas a fazer. Se agüentar o tranco, eu te pago bem.
-Certo, certo...
-A propósito, como se chama?
-Walter. Walter Sullivan.

E ambos dirigiram-se à loja. Ao chegarem, Albert percebeu que a loja da frente, a Garland’s Pet House, ainda estava fechada.

-Estranho... O Steve nunca se atrasa para abrir a loja. Os animais dele ficariam loucos, hahaha!

Entraram na loja. Havia vários itens: bolas de vários esportes, tacos de golfe, basebol, roupas de ginástica, corrida... Porém, estava tudo desorganizado e levemente empoeirado.

-Eu estava viajando essa semana. Teve um campeonato de golfe que não pude deixar de ir. Bem, o que quero de você é: dê uma limpadela nos tacos em geral, organize as roupas e confira o estoque de acordo com essa prancheta. Não abriremos hoje. Na hora do almoço você pára para descansar e comer alguma coisa por minha conta, pode ser?

O contratado balançou a cabeça afirmativamente.

Tudo correu normalmente. Rick era um homem bondoso, não deixava Walter fazer nada sozinho. Na hora do almoço, o patrão pegou uma nota de $100 e deu ao empregado.

-Vá e compre o que quiser. Comida, roupas... 

Walter foi a um barzinho lá perto e comeu um salgado. Realmente estava faminto e não percebera. Quando voltava, viu duas viaturas da polícia e uma ambulância parados em frente da loja de Garland. Então finalmente haviam descoberto o cadáver. Agora tinha de sair dali o mais rápido possível. Mas não antes de... Entrou na loja de esportes rapidamente.

Rick estava no armazém. Procurava uma bola de vôlei. Ao ver Walter e sua estranha expressão facial, um misto de satisfação e apreensão, sentiu um calafrio na espinha.

-Há algo errado, Walter?
-Ficou sabendo, Sr. Albert? O dono da loja da frente foi encontrado morto. Tinha o corpo todo atravessado por balas de uma metralhadora, exceto o tórax. O coração foi removido e 5 números foram cravados em suas costas. Ah, todos os animais foram metralhados também.
-Minha nossa! Mas, espere um pouco... Como você sabe de tantos detalhes, se eu acabei de ouvir as sirenes? A não ser que você...

Walter fechou a porta com violência. Seus olhos tinham brilho característico de quando matava alguém em nome de Valtiel. Pegou um taco de golfe e partiu pra cima do dono da loja. Ele ainda tentou se defender; era um homem musculoso. Mas Walter acertou-lhe um golpe no joelho direito, levando-o ao chão. A partir daí, não teve mais como reagir. Para poupar esforço, Sullivan golpeou apenas a cabeça da vítima.

Estava feito. 5 corações em 4 dias. Estava em um ritmo superior ao que esperava. Precisava ir com mais calma. Ou então não conseguiria os 10 corações.

Saiu pela porta dos fundos. Deixou para trás o corpo do dono da loja, sem coração e com a inscrição “05/21” nas costas. Sua assinatura? Na bola de vôlei que Rick procurava.

Capítulo XI: Retorno à cena do crime

Walter estava escondido. Já havia matado cinco pessoas em quatro dias e deixara seu nome em todos os lugares onde cometera os assassinatos. A polícia estava em peso atrás dele. Cartazes e fotos foram espalhados por toda a cidade de Ashfield. Não era seguro continuar perambulando por aí. Precisava de um lugar onde sabia que a polícia não o procuraria.

Lembrou-se então do orfanato. Jimmy Stone e George Rosten nunca permitiram a entrada de policiais em Wish House, sob a desculpa de não apavorar ou traumatizar os órfãos. Obviamente faziam isso para esconder as atividades secretas da Ordem. Mas isso não importava. Walter estava decidido a voltar para o orfanato, nem que fosse para se esconder por um único dia.

Walter aproveitou a noite para fugir. Estava frio e ameaçava chover. Os polícias ainda investigavam as proximidades das lojas de Rick e Steve, na esperança de encontrar o assassino. Isso motivou Sullivan a enfrentar o frio e a possível chuva, através da floresta escura que separa Ashfield de Silent Hill.

Enquanto vagava pela floresta, Walter teve uma sensação estranha. Era como se algo ou alguém o observasse e avaliasse cada um de seus atos. Por um instante ele sentiu alguma coisa semelhante ao medo; depois apenas sorriu.

“Valtiel”

Finalmente, após cerca de uma duas horas cruzando a mata fechada, chegou ao seu destino: o orfanato Wish House. Pulou o muro do orfanato e, com cuidado para não ser visto, procurou pela entrada subterrânea que já lhe servira para fugir do orfanato quando era criança.

A passagem consistia em um túnel largo para uma criança, mas estreito para um adulto. Com alguma dificuldade, Sullivan foi se arrastando até chegar à parte subterrânea do orfanato. Quando finalmente conseguiu se levantar, chutou alguma coisa sem querer, fazendo um barulho enorme.

-Droga!

Era um cano de ferro. Ao longe, ecoaram passos. -Quem está aí? Crianças, vocês sabem que o altar subterrâneo é pra ser freqüentado apenas em ocasi... VOCÊ AQUI???
-Olá padre Rosten. Surpreso em me ver?
-Depois do que você fez, claro que sim! Como eu poderia imaginar que você usaria o que te ensinei contra aqueles que te acolheram?
-Ora, não seja tolo. Desde o começo você viu que eu tinha potencial. Por isso me orientou sobre os 21 sacramentos. Mas não acho que você pensou que eu não perceberia que vocês não passam de um bando de farsantes...
-Por quê? Só porque somos fiéis a Valtiel a ponto de fazer qualquer coisa por Ele? Veja as escrituras, Walter! Elas nos dizem o que fazer!
-Eu sei muito bem o que fazer.

De repente Walter pega o cano do chão e acerta a cabeça de George. Um risco de sangue começa a descer... A vista de George embaça, ele cambaleia e se apóia no altar.

-As escrituras Rosten, as escrituras...

E desfere o golpe fatal.

Dessa vez não deixou assinatura. Todos saberiam que foi ele. Apenas guardou o coração ainda quente da vítima e subiu as escadas. Estava cansado... precisava de uma boa noite de sono.

Capítulo XII: Brincadeira de criança

Walter não chegou a terminar de subir, dormiu encostado nas paredes. Era mais seguro... Afinal, aquela era a “sala” particular de Rosten, ninguém desceria lá sem autorização.

Dormiu o dia seguinte todo. Acordou apenas, não sabe ao certo, com a fome ou o cheiro do cadáver em decomposição. Subiu as escadas, degrau por degrau vagarosamente, evitando fazer barulho. Mas, estranhamente, não havia som algum no andar de cima. Ouviu apenas a voz de Andrew DeSalvo ecoando pelo saguão:

-Malditos vermezinhos imundos... 3 dias na prisão e vão virar uns anjinhos, hahahahaha!

“Maldito porco gordo... mas a hora dele ainda vai chegar.”

Foi em direção à cozinha e pegou tudo o que podia carregar. Depois partiu, rumo a Silent Hill.

. . .

Era um dia comum em Silent Hill. O céu estava cinzento como sempre, mas o tempo úmido prometia chuva. O casal Locaine estava de saída, com seus filhos Billy e Miriam no banco de trás. Iam rumo à escola primária onde os dois estudavam no período diurno. Próximo à hora do almoço, buscavam as crianças e iam para casa.

Billy era o mais velho. Tinha entre sete e oito anos de idade e já era grande fã de esportes, principalmente basebol. Miriam não tinha mais que seis anos, era doce e gentil. Os dois eram muito ligados, faziam tudo juntos. Os pais chegavam até a se preocupar se, no futuro, cada um seria capaz de seguir seu caminho sozinho.

Naquela tarde, Billy saiu para brincar no quintal em frente à sua casa. Em seu quarto, pintores pintavam o teto de seu quarto de azul. De repente, o garoto vê algo se mexendo nos arbustos e resolve averiguar. Lá estava um homem loiro, com cerca de 1,90 de altura, comendo alguns pães. O homem parece não perceber que esta sendo observado e continua sua refeição calmamente. Billy se aproxima mais um pouco. E a última cena que vê. O estranho puxa o garoto pelo braço para dentro dos arbustos e ataca-o ferozmente com um machado.

-Billy! Onde você está, irmão? Billy! 

O homem sai correndo dos arbustos e ataca a pequena Miriam, de forma mais brutal do que fizera contra o garoto. Ela ainda sai correndo até a rua deserta, mas o homem puxa-lhe pelos cabelos e a derruba. Sua violência é tamanha que pouco sobra do corpo da garota. Ele então se acalma. Volta para os arbustos e remove o coração de Billy. Faz o mesmo com Miriam, porém, com mais facilidade. Então, limpa as mãos no casaco, risca algo no chão e parte.
Começa a chover. O Sr. Locaine sai para chamar seus filhos. Grita por Billy, sem resposta. Então percebe o tênis do garoto próximo aos arbustos. Quando afasta as folhas, não crê no que seus olhos vêem: ali jazia o corpo de seu filho, o tórax todo cortado e um buraco no lugar no coração. Nesse momento ouve o berro agoniado de sua esposa. Na rua, uma cena ainda mais terrível: pedaços de Miriam estavam espalhados pela rua, sendo quase impossível distinguir as partes do corpo. Com o sangue da garota, o recado: Walter Sullivan.

E os irmãos permaneceram unidos, inclusive na morte.

Tenha bons sonhos, se puder...

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