Sessão BizaRock

SESSÃO BIZAROCK

Terror, bizarrices e muito Rock N' Roll na nossa sessão BizaRock! Clique na imagem e confira!

Slide # 2

COMO TIRAR FOTOS DE FANTASMAS

Quer saber como capturar um fantasma em foto? Leia o nosso guia e aprenda!

Slide # 3

SAD SATAN, O JOGO DEMONÍACO DA DEEP WEB

Conheça o jogo Sad Satan, um game apavorante que surgiu na Deep Web e está deixando os internautas de cabelo em pé.

Slide # 4

SANATÓRIO DE WAVERLY HILLS

Conheça o assombrado sanatório de Waverly Hills, alvo de investigações e motivo de pavor para muitos americanos.

Slide # 5

SESSÃO BY CLAIRE THOUSAND'S

Leia contos, creepypastas e outros trabalhos de autoria da autora do blog.

domingo, 29 de abril de 2012

S.T.A.R.S Home - Introducao: Capitulo I


Bom gente, como talvez vocês já saibam, eu sou muito fã da série Resident Evil. E justamente por isso, estarei postando mais uma Fanfic, que também não é de autoria minha, e que eu achei fantástica!

Ela foi um projeto de um site extinto de Resident Evil, o F.Y.F.R.E (hoje Resident Evil Database), em que se tratava de uma fanfic interativa, como uma espécie de "BBB". Toda semana, os leitores votavam no site e escolhiam quem seria "eliminado" do jogo, de forma que após a votação, um novo capítulo saia com a "eliminação" do participante escolhido. No final, apenas um jogador sobreviverá. Ela será bem longa, mas quem curte Resident Evil assim como eu, tenho certeza de que irá gostar. Quem não acompanha a série dos games também.

Sinopse: Após o incidente na mansão Spencer, os sobreviventes do antigo grupo do S.T.A.R.S recebem uma intimação misteriosa, que indica um endereço de um antigo prédio. Ao chegar no local, são surpreendidos por gases tranquilizantes, que fazem com que eles desmaiem.
Quando acordam, percebem que estão novamente onde tudo começou: a mansão Spencer, onde terão que sobreviver a um terrível jogo doentil em que apenas um deles irá sobreviver.

Assim como foi com a Biografia não autorizada de Walter Sullivan, postarei os capítulos no decorrer dos dias, e todos os seus capítulos, no final, estarão disponíveis no marcador da Fanfic.

OBS: Nada nela foi alterado, está exatamente como o autor escreveu.

Então que os jogos comecem!

Nota ao Leitor:
Esta ficção, como em toda boa ficção, não tem qualquer ligação com a linha do tempo dos games da série Resident Evil, portanto, é uma história onde tudo pode (e deve!) acontecer. É de obrigação avisarmos a todos a respeito disso, para que não tenham dificuldade em entender certos fatos ocorridos nessa trama, que em alguns momentos, não faz sentido algum. E, novamente, não podemos deixar de citar que "qualquer fato ou semelhança com a vida real nem sempre é uma mera coincidência".

Por favor, note que, nesta trama:

- A cidade de Raccoon não foi dizimada.
- Alguns nomes não correspondem aos dos personagens da história, tampouco são citados em arquivos ou qualquer outro meio no jogo.
- Alguns fatos não correspondem com os acontecimentos originais.
- Personagens mortos na série poderão aparecer com vida, vide item acima.

Capítulos:

- Introdução
- 1º Dia
- 2º Dia
- 3º Dia
- 4º Dia
- 5º Dia
- 6º Dia
- 7º Dia
- 8º Dia
- 9º E ÚLTIMO DIA


>>INTRODUÇÃO<<

Capítulo I - Encontros e Reencontros:

Chris e Claire preparavam-se para voltar para os Estados Unidos assim que o telefone tocou. Já com as malas na mão, de saída para o aeroporto, Chris voltou ao ouvir o telefone tocando insistentemente.
- Ai não, quem será?
Chris solta as malas e volta até a sala, puxando o aparelho sem fio.
- Alô!
- Sr. Redfield?
- Sim.
- Estaremos esperando por vocês, não se atrasem.
- Quem está falando?
- No momento certo saberá. Apenas, como membro do S.T.A.R.S., seja profissional e não comente este telefonema com mais ninguém a não ser sua irmã. Os outros também a esperam...
- Mas quem...?
O telefone ficou mudo, e em seguida o sinal de que fora desligado.
"Que outros?" - pensou Chris, sendo distraído de seus pensamentos com o grito de Claire, que o esperava já dentro do carro.
- Vamos, Chris! Ou acabaremos perdendo o vôo!
- Estou indo.
Chris voltou a pegar as malas e saiu, dando uma última olhada em sua pequena casa. Não sabia se um dia voltaria a viver nos Estados Unidos, mas precisava rever seu país. E talvez seus amigos.

* * *

- "Like the naked leads the blind/I know I'm selfish, I'm unkind/Sucker love I always find/Someone to bruise and leave behind..."
- Jill cantarolava ao som de seu rádio. Adorava dias de folga por isso, podia ouvir música no volume que quisesse, no aconchego de seu lar, sem patrão para encher o saco. Mal pôde ouvir quando tocou o telefone. A jovem correu até o rádio e abaixou-o, em seguida atendendo ao telefone.
- Pronto.
- Jill Valentine?
- Ela mesma. Quem gostaria?
- Estaremos esperando por você.
- O quê? Quem é?
- Apenas vá. Seus amigos do S.T.A.R.S. estarão lá.
- S.T.A.R.S.?
Haviam desligado antes de lhe responder. Com certeza era alguma piada de alguém que a conhecia. Só podia ser de algum amigo.
Jill apertou o gancho do telefone e, assim que ouviu o tom, discou alguns números.
- Alô, Brad? Tudo bem? Não, é que... - uma pausa. Sua expressão se transformou em preocupação. - Ligaram para você, também? Mas... E não disseram quem era? Hum... Tudo bem, então, eu te vejo mais tarde. Até mais.

* * *

- Quem era no telefone? - perguntou Claire, enquanto procurava por algo no porta-luvas do carro.
- Eu não sei... - disse Chris, parecendo preocupado.
Claire desviou sua atenção do porta-luvas, fechando-o.
- Hein? C-Como não? Você ficou mó tempo lá e nem sabe quem era?
- A pessoa não se identificou, apenas disse para eu não me atrasar e, que como membro do S.T.A.R.S., eu não devia contar isso pra ninguém, só pra você. Disse que estavam esperando pela gente.
- Ai, meu Deus... - Claire passou a mão trêmula pelos cabelos.
- Calma, vai dar tudo certo. Apenas temos que voltar. Eu me encarrego de descobrir que palhaçada toda é essa.

* * *

Há mais de uma hora naquele maldito trânsito e não estava nem na metade do caminho. Rebecca, como uma profissional competente e responsável, sentia-se na obrigação de ser pontual. Mas pelo jeito, hoje seria o dia em que seu chefe simplesmente ia desejar matá-la.
O trânsito finalmente fora liberado (aliás, ninguém sabia nem o que causou o trânsito e muito menos o que o liberara) e ela rezava para que ainda desse tempo de levar uma bronca mais leve. Dez minutos depois estava na delegacia (finalmente), e assim que estacionou seu carro, saiu correndo, quase esquecendo sua bolsa no banco de trás. Até que chegasse até sua sala, ela não podia nem pensar em parar para beber um copo d’água ou cumprimentar os recepcionistas. A única pessoa que não queria encontrar -
- Está atrasada, Chambers.
- estava bem na sua frente, com uma expressão repreensiva, trajando seu avental branco com o crachá pendurado. O crachá que ele considerava um verdadeiro mérito. Assim como naqueles filmes de faroeste, onde o xerife faz questão de polir o tempo todo a sua estrela no peito, a estrela onde estava escrito “XERIFE”. Era a única coisa que Robert Carter faltava fazer. O posto de chefe na área de bioquímica o fizera mudar completamente, agora era arrogante. Antes era um cara legal, que pensava nos amigos. Apesar de sempre ambicioso, ainda assim nunca olhava uma pessoa por cima do ombro, como fazia hoje.
- Eu sei, Robert. Já estou indo.
- É bom mesmo, porque é a última vez que tolero seu atraso.
- É a primeira vez, vê se dá um desconto.
Robert não lhe respondeu nada, apenas saiu resmungando. Uma das mulheres que trabalhavam no mesmo grupo de trabalho de Rebecca se aproximou; seu nome era Kristy, 29 anos, divorciada, tinha um filho de quatro anos, uma gracinha, um encanto de criança.
- Bom dia, Rebecca!
- Bom dia nada... 
- O Robert implicando com você? Sim, porque só nesses últimos três dias, ele conseguiu perturbar quatro pessoas, inclusive o coitado do Peter, que trabalha feito um cão.
- É... Então é melhor você voltar para o seu lugar, porque nosso querido chefinho vem vindo aí.
- É verdade. Ah, antes que eu me esqueça, hoje veio um rapaz aqui e mandou entregar uma coisa para você. - Kristy retirou um envelope do bolso.
Rebecca pegou-o, notando que não havia remetente.
- Quem?
- Ah, não falou o nome, só me disse para entregar para Rebecca Chambers.
- De repente ele se enganou, porque...
- Ah, a única Rebecca Chambers que conheço é você.
- Hum...
Rebecca suspirou, abrindo o envelope. Kristy deu-lhe um tapinha no ombro, saindo logo em seguida. Dentro do envelope, ela encontrou dois papéis. Ela pegou o primeiro, que parecia ser uma carta.

“Prezada Rebecca Chambers”.
Está prestes a ter uma nova chance de provar seu brilhante talento como bioquímica. Lembra-se da primeira oportunidade? Pois é, ela está de volta. Se não conseguir se lembrar do que estamos falando, no decorrer dessa carta, entenderá. Creio que seja impossível não se lembrar do episódio daquela noite na floresta de Raccoon.
Srta. Chambers, deixe o pânico para mais tarde, apenas não comente essa carta com mais ninguém. Estaremos esperando-a no local indicado no mapa em anexo. Como um membro do S.T.A.R.S., por favor, não falte. Seus amigos sentiriam sua falta...
Até logo mais...”

Rebecca abriu o outro papel, que era o mapa citado na carta. Aquilo era um mapa de Raccoon, e havia um risco vermelho numa área isolada da cidade.
- Onde fica isso?
- Não vai trabalhar não, Chambers? - era Robert.
- Eu... preciso... Com licença.
- Ei...
Rebecca saíra correndo, apertando a carta entre os dedos.

* * *

Jill apenas trocou de blusa, pegou a chave do carro e foi em direção a delegacia de Raccoon. Havia algo estranho nisso tudo. Brad a estaria esperando, pois também havia recebido uma ligação. Assim que se aproximava do estacionamento, viu o carro de Brad parado lá, o rapaz próximo a ele. Jill fez um sinal para que esperasse, estacionou e desceu do carro, assim que Brad viera em sua direção.
- Oi...
- Oi... - a expressão dele parecia ainda mais apavorada do que a dela.
- É melhor irmos conversar lá dentro, alguém pode nos ouvir e...
- É, eu sei.
Brad e Jill entraram na delegacia, cumprimentando o pessoal da recepção e indo direto a uma pequena lanchonete.
Jill senta-se em uma das mesas do local, Brad a acompanha.
- E então, o que faremos?
- Eu não sei. Será que os outros...?
- Pode ser, já que disseram que os S.T.A.R.S. estariam lá.
Jill não disse nada, apenas suspirou e olhou para os lados. Rebecca estava sentada numa das mesas à direita, a mais escondida da lanchonete.
- Olha a Rebecca ali. - Jill apontou, e Brad virou-se para ver a garota. Rebecca examinava dois papéis, um em cada mão. Seu rosto tinha uma expressão de espanto num misto de preocupação.
Jill e Brad caminharam até a mesa onde a jovem estava, cada um sentando-se de um lado dela.
- Oi. - Jill cumprimentou a jovem, que sorriu, tentando disfarçar o medo.
- O que faz... - Brad interrompeu a pergunta, observando os papéis nas mãos de Rebecca. - O que é isso?
- Hã? - Rebecca arregalou os olhos. - Ah, é uma carta anônima que recebi. - ela encolheu os ombros e passou os papéis para as mãos de Brad, que depois de ver, passou para Jill.
- Becca, nós... Nós recebemos telefonemas com o mesmo assunto da carta, e... - disse Jill, calando-se.
- Então, isso é algo contra nós, sobreviventes do antigo S.T.A.R.S.?
- Eu acho que sim, mas precisamos saber se os outros também receberam. - disse Brad, observando o mapa.
- Que outros? Barry sumiu do mapa e...
- O Chris ainda está vivo. - Jill suspirou. - Precisamos entrar em contato com ele.
- Mas como? - disse Rebecca.
- Ele está na Europa. Recebi um telefonema dele há semanas atrás.
- Ele não disse de onde falava? Nem deu o número dele?
- Deu. Mas não sei onde guardei. Preciso ir até minha casa para procurar.
- Ótimo. Vá agora. A gente te espera aqui, enquanto eu tento ajudar a Becca e decifrar o mapa.
Jill acenou e saiu.

* * *

Sua consciência começava a surgir, depois de tanto tempo desacordado. Seus ouvidos zumbiam terrivelmente e sua boca tinha um gosto amargo. O único cheiro que conseguia sentir era o de álcool, um cheiro muito forte, que chegava a lhe enjoar. Seus olhos estavam tampados por uma venda preta, e assim que tentou se movimentar, sentiu que suas mãos estavam amarradas nas costas.
- O que...? Onde eu estou? - sussurrou, aumentando o tom de sua voz. - Socorro! Estou preso! Alguém me ajude! Alguém...
Ninguém respondia. O silêncio o assustava terrivelmente.
- Sou eu! Alfred Ashford! Alguém tem que me soltar! Eu sou um homem poderoso. Vocês serão condenados a morte.
Ninguém respondia novamente. Sua voz ecoava dentro da sala. Alfred suspirou e, depois de muito gritar, resolveu permanecer calado.

* * *

- Você já pode entrar. Eles querem falar com você! - disse a recepcionista.
- Obrigada. - A jovem agradeceu, abrindo a porta do escritório, onde a esperavam.
Ao vê-la, os homens sorriram.
- Está adorável, senhorita Wong.
- Obrigada. - disse, bastante envergonhada.
- Vai mesmo precisar ser adorável para sua próxima missão.
- Perdão? Eu vou para outra missão? Mas já? Eu...
- Sabemos que está traumatizada pela última experiência que teve. Mas são ossos do ofício. Tem algumas horas para se preparar, já estamos com quase tudo pronto.
- Certo. - ela respondeu rapidamente.
- Já pode se retirar.
- Com licença.
A jovem saiu, e os três homens se entreolharam.
- Será que ela desconfia do que estamos tramando? - um deles perguntou.
- Eu duvido. - o outro sorriu cinicamente.

* * *

Horas depois...
Chris e Claire estavam saindo do aeroporto de Nova York à procura de um táxi. Ambos não conseguiam esquecer daquele estranho telefonema. Chris sentia que havia uma charada nisso tudo.
- Para onde, senhores? - o motorista do táxi perguntou.
Os outros... - pensava ele. De repente, seus olhos se arregalaram.
- Raccoon City! - Chris gritou.
Claire e o motorista o olhavam espantados.
- O que disse, Chris? - perguntou Claire.
- É pra Raccoon que temos que ir.
O motorista sorriu.
- Eu sinto muito, senhores, mas não posso levá-los para outra cidade, o meu trabalho é só dentro de Nova York e...
Chris o interrompeu, retirando uma arma do bolso.
- Você vai nos levar sim, amigo. - Chris sorriu repentinamente. - Por favor, é caso de vida ou morte.
- Chris... - Claire cochichava. - O que é que você pensa que está fazendo?
- Só pedindo delicadamente para esse senhor nos levar para onde queremos ir. Agora vamos logo! Já éramos para estar no meio do caminho.
- O quê? - o taxista perguntou, espantado.
- Vamos! Rápido! - disse Chris, ainda segurando o revólver.
O homem não teve outra saída a não ser atender a Chris. Lá iam eles em direção a Raccoon.

* * *

A jovem ia saindo do prédio, sem esquecer-se da conversa que teve com os três homens no escritório. Era tudo muito estranho. Ser chamada assim, do nada, para uma missão de última hora. Mas é como um dos senhores disse -
-ossos do ofício, senhorita...
Ela deu de ombros, enquanto descia uma pequena escadaria, em seguida virando uma esquina. Sua última experiência fora por demais traumática. E triste. Teve que se separar do primeiro homem de quem realmente gostara em toda sua vida. Era triste demais recordar-se disso. Era como se uma faca tivesse partido seu coração e cortado uma veia invisível, chamada AMOR.
- Nunca mais eu vou me apaixonar nessa vida. - suspirou. - Leon...
Ela apagou o pensamento de sua mente e continuou andando pelas quietas vielas que a levariam até seu apartamento. Passos atrás dela surgiram, e um homem aproximou-se dela, vestindo uma capa preta e usando óculos escuros.
- Por favor, amigo... É aqui do lado praticamente...
Ela virou-se.
- Sim?
- Onde fica a cabine telefônica mais próxima?
- Hum, deixe-me pensar...
- Sem pressa. - ele retirou um pano de sua capa, enfiando-o no rosto de Ada.
- Ei... - ela lutou contra o homem, mas ele era forte demais e a segurou firmemente. Os membros de Ada foram perdendo a força e ela caiu num sono profundo.

* * *

Jill pega um táxi e vai para sua casa procurar o telefone de Chris. Chegando, ela vasculha suas gavetas, armários, tudo quanto e lugar, mas nada do número. De repente, uma luz surge em sua cabeça.
- O bilhete!
Jill lembrou-se que havia guardado um bilhete dentro de seu diário. Aquele mesmo diário que ela guardava com todo carinho, e que há muito tempo não o escrevia.
A moça correu até seu guarda-roupa e jogou todas suas roupas em cima da cama, a fim de achar o diário.
- Achei!
Ela pegou cuidadosamente e abriu-o, achando rapidamente o bilhete dentro do diário. "Chris Redfield, 4495567"
- Isso!
Antes de fechar o diário, Jill lê uma anotação que havia feito ha algum tempo atrás. Um sorriso surge no rosto da moca. "Chris, eu sempre vou gostar de você, sempre", ela lê em seu diário.
Jill disca o número de Chris e a linha começa a chamar. Porém, sem resultado.
- Não pode ser. Que falta de sorte. Alguém tem que atender! - Jill disca novamente e ninguém atende.
- Melhor eu ir para a delegacia e tentar ligar de lá, do meu celular.
Jill pega sua bolsa e sai, levando o celular nas mãos, com o número já na memória do aparelho.

* * *

Um homem espiona Ada de dentro de seu carro sendo levada pelos estranhos homens. Esse homem é Albert Wesker, que só tem dois únicos propósitos em sua vida: primeiro, destruir todo e qualquer plano da Umbrella para que sua empresa assuma a liderança sem concorrências, e segundo, vingar-se dos S.T.A.R.S..
Os homens colocavam Ada dentro de um furgão, a jovem estava desfalecida, caída sobre os braços de um deles, enquanto o outro segurava a porta do furgão.
Wesker virou a chave de seu carro e seguiu-os, assim que o furgão começou a andar.

Eu sei como ferir / Eu sei como matar/ Eu sei o que mostrar / E o que esconder / Eu sei quando falar / E eu sei quando tocar / Ninguém nunca morreu por querer demais / O mundo não é o bastante / Mas é um lugar tão perfeito por onde se começar, meu amor / E se você é forte o bastante / Juntos nós podemos separar o mundo, meu amor / Pessoas como nós / Sabem como sobreviver / Não há razão para viver / Se não se pode sentir a vida / Nós sabemos quando beijar / E nós sabemos quando matar / Se não podemos ter tudo / Então ninguém terá / O mundo não é o bastante / Mas é um lugar tão perfeito por onde se começar, meu amor / E se você é forte o bastante / Juntos nós podemos separar o mundo, meu amor / Eu... eu me sinto cansado / Eu... eu me sinto assustado / Eu... eu me sinto preparado / E o paraíso prepare-se / O mundo não é o bastante / Mas é um lugar tão perfeito por onde se começar, meu amor / E se você é forte o bastante / Juntos nós podemos separar o mundo, meu amor / O mundo não é o bastante / O mundo não é o bastante / (The World is Not Enough - Garbage)

* * *

Horas depois...
Chris e Claire chegam a Raccoon, mais especificamente a delegacia de Raccoon. Chris paga ao motorista por seus serviços e sai do carro, pegando suas malas. Ao entrarem, todos ficam olhando para eles. Chris sorri para as pessoas da recepção e vai até uma das moças do balcão de informações.
- Oi.
- Olá. - a moça responde com um sorriso incabível do rosto.
- A senhorita saberia dizer se a srta. Valentine ou a srta. Chambers estão trabalhando aqui hoje?
- Claro. Devem estar na lanchonete, agora é horário de descanso.
- Obrigado.
Chris afasta-se e vai em direção a lanchonete, Claire apenas o segue. Na lanchonete, ele vê Jill, Brad e Rebecca sentados na mesa mais escondida do local. Jill discando num telefone celular, Brad e Rebecca olhando atentamente para ela.
- Vamos lá. - diz Chris, correndo até a mesa de seus amigos.
- Uh-huh. - Claire concorda, acenando positivamente.
- Galera! Cheguei! - Chris grita, assustando aos amigos, que olham curiosos para ele.
- Eu estava tentando te ligar... agora mesmo... - Jill disse, quase sussurrando, pela imensa surpresa.
- Não precisa mais ligar. Aqui estou.
Rebecca e Brad pulam em cima de Chris, que cai na gargalhada e perde até o fôlego.
- Calma aí, gente! - ele sorri e afasta Rebecca e Brad, indo em direção a Jill, que guardava o celular na bolsa. - Olá!
- Oi, Chris! - ela sorri e levanta-se, abraçando-o demoradamente. - Que bom que você voltou. Eu est... Estávamos morrendo de saudades.
- Eu também estava com saudades de todos. - disse ele, apertando Jill em seus braços.
- E por que resolveu voltar assim, tão de repente? - perguntou Brad.
- É que eu estava sentindo falta daqui, e também...
- Também? - perguntou Rebecca.
Chris calou-se.
- Hei, eu ainda não apresentei a minha irmã para vocês. Essa é Claire. - Chris puxa a irmã pelos ombros.
- Prazer. - Claire sorri, cumprimentando aos três.
- Chris, explique aquele também, que você calou-se antes de terminar. - disse Jill.
- É que...
- Você recebeu uma ligação estranha, certo? - disse Jill, deixando-o nervoso.
- É isso aí. Vocês também? - perguntou Chris, já não escondendo sua preocupação.
Os três acenam positivamente.
- Eu recebi uma carta, com um mapa em anexo. - disse Rebecca, entregando o mapa para Chris.
- Como eu imaginava. Você era a peça que faltava no quebra-cabeça, Becca. Eles fizeram com que viéssemos até a delegacia porque alguém daqui teria o mapa, indicando o lugar onde teríamos que ir.
- E nós iremos até o lugar do mapa? - pergunta Brad. - E se for uma cilada?
- Só saberemos se formos. E nós iremos. Não se esqueçam que somos policiais e únicos sobreviventes do antigo esquadrão S.T.A.R.S..
- Mas... - diz Brad, sendo interrompido por Jill.
- E quando iremos?
- Agora mesmo. Precisamos tirar essa história a limpo.
- É isso aí. - Jill apóia Chris, e os cinco saem do local no carro de Jill.

* * *

Alfred dormia profundamente, se cansara de tanto gritar e já não tinha mais forças, devido a sede, fome e cansaço.
Passos lentos e suaves invadem a sala, e ele acorda, espantado.
- Q-quem está aí?
- Boa noite, senhor Ashford.
- Quem me trouxe até aqui? Onde estou?
- Em breve, todas suas perguntas terão uma resposta.
- Mas... Espere. Me solte, por favor.
A sala fica silenciosa e ele escuta um gemido. Uma voz feminina.
- Tem alguém mais aqui?
- Ela lhe fará companhia, Sr. Ashford.
- Ela quem?
- É uma pena que ela esteja dormindo, mas acho que se o senhor a visse, iria adorar uma companhia como ela. É uma moça linda.
 - Quem está aí? Por favor...
Alguém se aproxima de Alfred e sussurra em seu ouvido.
- Logo, esse pesadelo irá acabar. E então, o senhor entrará em outro.
- Não. Isso é seqüestro, sabia? Me solte e eu dou quanto dinheiro você quiser. Pago por meu próprio resgate, mas me solte.
- Aguarde, Alfred.
Ele escuta o som de uma porta batendo e decide calar-se e esperar.

* * *

- Então, eles a trouxeram até aqui, certo? E ainda entraram pelos fundos do prédio? Muito estranho. - Wesker sussurrou para si mesmo, saindo do carro e equipando-se com seu revólver.

* * *

- É aqui! - Chris pára o carro, observando o mapa. - Nesse prédio.
- E então, o que faremos? - pergunta Rebecca.
- Vamos entrar. - disse Chris.
- ENTRAR? Não podemos fazer isso. E se for uma armadilha? E se tentarem nos matar? - grita Brad.
- Brad, estamos em cinco, um protegerá o outro. Não há nada a temer. Vamos - diz Jill, tentando incentivar o amigo, apesar de não ter conseguido.
Os cinco saem do carro e notam que na frente do prédio não há recepção.
- Estranho isso. Sem recepção, se vigia. - diz Claire.
- Vamos com calma, gente. Vocês me dão cobertura. - Chris retira a arma de dentro do casado, carregando-a.
Os quatro acenam e abrem a grande porta metálica.
- Chris entra apontando a arma, e não há nada no saguão, além de dois homens conversando, trajando ternos pretos. Os homens olham espantados para Chris, que abaixa a arma.
- Pois não? O que desejam?
- Recebemos telefonemas, pedindo para que viéssemos até aqui. Quem é o responsável por esse local? - diz Jill.
-Ah sim, devem ser os Redfield, srta. Valentine, srta. Chambers e sr. Vickers. Acompanhem-me, por favor.
- Os cinco acompanham o homem, que os leva até um elevador enorme. Ele aperta o botão do 4º andar e, com um leve solavanco, o elevador começa a subir. Outro leve solavanco e ele pára.
O homem desce na frente, abrindo uma porta e levando-os a uma sala.
- Esperem aqui, e logo serão atendidos.
- Obrigado. - Rebecca sorri.
O homem fecha a porta, trancando-os sem que percebam.
- Idiotas. Caíram direitinho! - ele sorri, entrando no elevador, puxando um comunicador do bolso.
- Senhor, missão cumprida. Estão os cinco aqui, aguardando pelo senhor.
- Só falta mais um, certo?
- Isso mesmo, e já deve estar entrando também.
- Ótimo. Dentro de vinte minutos, nosso plano começará a funcionar.
- Certo. Câmbio, desligo. - o homem desliga o aparelho, sorrindo.

* * *

Wesker segue dois homens que subiam pela escada de emergência.
- Você a deixou no quarto andar, certo?
- Foram as ordens que recebi. Temos agora que checar se os outros já chegaram.
Wesker escuta a conversa, agachado no lance e escadas logo abaixo. Ele sobe e surpreende os dois, estrangulando-os, um com cada mão.
- Quarto andar, certo? Lá vou eu.
Ele sobe rapidamente e abre a única porta do quarto andar. Ele vê uma sala vazia, onde seus passos ecoavam, e no chão viu dois corpos. Um era o de Ada, o outro de...
- Alfred... Que diabos você está fazendo aqui? - ele sussurrou.
Alfred estava desfalecido novamente. Wesker aproxima-se para tomar o pulso de Ada.
- Ainda está viva. - ele diz, franzindo as sobrancelhas.
Inesperadamente, uma parede abre-se na frente dele, e ele não acredita no que vê.
- Chris. Jill. Brad. - ele diz, apertando os lábios.
- Wesker! Nós é que perguntamos. - Jill vê os corpos no chão. - Foi você quem nos trouxe até aqui, não é?
- Ei! - Brad grita. - A porta está trancada.
- Não pode ser! Estamos presos aqui.
- Eu não fiz nada dessa vez... - diz Wesker, apertando os punhos.
Jill olha para cima e vê uma camada de gás invadindo a sala.
- Cuidado! Gás! Tampem os olhos e o nariz.
Entre tosses e pedidos de socorro, os S.T.A.R.S. e Wesker não resistem e desmaiam.

Tenha bons sonhos, se puder...

1 comentarios: