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domingo, 31 de agosto de 2014

Conto: Você quer brincar comigo?


Cinco amigos reuniram-se para a realização de um grande sonho. Aos olhos de Silvia, Thiago, Henrique, Everton e Sidney, o Coliseu era a mais bela obra de arte já construída. E embora fosse um cenário de guerra, para eles era um santuário onde encontrariam sua paz pessoal, seu nirvana, sua mais plena realização.

Ao chegar em Roma, alugaram um carro. Dirigindo em direção ao hotel onde ficariam hospedados, uma caminhonete bateu em sua traseira, apenas um mal entendido, foi resolvido logo.

Finalmente chegaram ao Coliseu. Os amigos ficaram deslumbrados com tamanha magnanimidade do anfiteatro. Era como se finalmente tivessem chegado ao ápice de sua vida.

Em meio à multidão, eles avistam um garotinho agachado em um canto, abraçando os joelhos, chorando. Eles resolvem se aproximar do garoto para saber se ele precisa de ajuda.

— Hey, garoto, você está bem? Está perdido? — Perguntou Silvia, num tom amigável e solidário.

O garoto levanta a cabeça, e com lágrimas nos olhos, pergunta:

— Você quer brincar comigo?

Silvia, sem entender, não responde. O garoto, então, levanta-se e corre até um corredor um pouco escuro, onde batia pouca luz do sol. Os cinco amigos resolvem segui-lo. Chegando no corredor, ele estava vazio, não havia nenhum sinal do garoto. Uma sombra estranha se aproxima por trás dos jovens sem que eles percebam e os atinge, fazendo-os desmaiar.

Thiago é o primeiro a acordar, em seguida chamando os outros para que fizessem o mesmo. Estavam todos deitados no centro da arena do Coliseu, que agora estava vazio. Parado em frente aos amigos, estava o garotinho, com um olhar psicótico.

Sidney se levanta e pergunta ao garoto:

— O que você quer?

O garoto olha fixamente para Sidney e os demais, e responde com um tom sério em sua voz:

— Apenas um poderá sair vivo daqui. A morte é a libertação.

Os amigos se entreolham, confusos, porém tendo alguma noção do que o garoto queria. Sem que os outros percebam, Everton se afasta lentamente e pega uma pedra no chão.

Silvia pergunta ao garoto:

— Por que está fazendo isso? 

O garoto, sem responder, apenas olha para Everton se aproximando com a pedra na mão e sorri pelo canto da boca. Everton, então, pula em cima de Henrique e o golpeia várias vezes na cabeça, esmagando o crânio do amigo. Sidney corre para tirar a pedra das mãos de Everton, mas este o derruba e o mata da mesma maneira. Thiago observa a cena completamente imóvel, seu corpo tremendo e seu coração acelerado. Everton, com suas roupas cobertas de sangue, se aproxima lentamente de Thiago, segura sua cabeça com as mãos sobre suas orelhas e gira o pescoço do jovem em 180 graus. O som dos ossos do pescoço de Thiago sendo torcidos arrepiou a espinha de Silvia, que soltou um grito de pavor. Everton olha diretamente para Silvia, e se aproxima com passos largos em direção à jovem. Everton tenta golpeá-la com a pedra, mas Silvia consegue segurá-la enquanto o amigo força-a em sua direção. Silvia dá um chute na perna de Everton, fazendo-o tropeçar. Nesse momento, ela pega a pedra e golpeia o jovem assassino na garganta com uma parte pontiaguda da rocha. Golpeia algumas vezes até que Everton é completamente decapitado.

Aos prantos e coberta de sangue, Silvia olha em direção ao garotinho, que a observa com um sorriso macabro estampado no rosto.

— Pronto, eles estão mortos! Está feliz? Agora me deixe sair daqui! — Diz Silvia, aos berros, ao garoto.

O garoto continua olhando-a fixamente, com a mesma expressão. De repente, Silvia sente uma forte dor no peito. Olha para seu corpo e começa a jorrar sangue, como se houvesse aberto um ferimento. Ela olha em volta e o Coliseu começa a se transformar em uma das ruas de Roma. Logo à frente, havia um carro completamente destruído. Havia médicos e policiais no local, faixas amarelas que impediam curiosos de se aproximar, viaturas e ambulâncias. Ao lado, ela vê uma maca com um corpo sobre ela. Quando Silvia se aproxima, seus olhos ficam arregalados quando ela se dá conta do que está em sua frente. Era ela mesma, morta, com um ferro atravessando seu coração. Haviam dois policiais ao lado do corpo conversando.

— Aparentemente era um grupo de amigos que estavam de visita à cidade. — Dizia um dos policiais. — Segundo testemunhas, eles não viram o sinal vermelho e passaram o cruzamento. Uma caminhonete bateu com força no carro. Ninguém sobreviveu.

O garoto observa parado próximo aos destroços do carro. Um policial o avista e se aproxima.

— Garoto, você não devia estar aqui, é perigoso. Fique atrás da faixa.

O garoto, com um olhar psicótico e um sorriso macabro, pergunta ao policial:

— Você quer brincar comigo?

Autores: Leticia Ferreira, Felipe Lobo e Leonardo Petrauskas

Tenha bons sonhos, se puder...

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